André Geraldes 'abre o livro': Cashball, ataque à Academia e papel de BdC

Esta segunda-feira, André Geraldes deu uma entrevista à CMTV. O antigo team manager do Sporting comentou vários temas como o ataque a Alcochete.

Cashball: "Se sou corrupto? Obviamente que não."

Nunca deu instruções? "Obviamente que não. As provas que são públicas dá para ver que não existe referências e nem existe referências nas alegas escutas. É um processo que está em segredo de justiça"

Acredita que o processo vai ser arquivado? "Estou de consciência completamente tranquila. As pessoas que me conhecem sabem o valor que posso acrescentar aos projetos e aos clubes. Aguardo, com serenidade, o desenvolvimento do processo."

Mensagens: "Têm de provar que esta mensagem tenha saído do meu telemóvel. Não quero beliscar a justiça. É um printscreen e que eu posso inventar um printscreen do teu número de telefone. Não sei se é fabricada ou não, não conheço esta mensagem."

BdC pediu-lhe para subornar alguém? "Não."

Alcochete: "No Sporting, geria o futebol profissional. Naquele momento, tinha o clube virado de pernas para o ar. Naquele dia não sabia se o treinador estava ou não despedido, os jogadores a quererem falar com a Direção... Era um pouco como a ONU. O meu papel era pacificar aquilo que era o momento menos bom que a equipa estava a passar."

BdC: "Foi meu presidente durante cinco anos. Eu penso pela minha cabeça e não a reboque de ninguém. Ele fez um primeiro excelente mandato, um excelente início de segundo mas, a partir e janeiro, as coisas não saíram tão bem. Ao nível da comunicação, provavelmente, não fez o melhor percurso. Se tem responsabilidade direta na instabilidade do Sporting? Pelo estilo de comunicação que tinha, o clima não foi o melhor. Eu quero acreditar que nenhum presidente do Sporting pudesse ter pedido para fazerem o que aconteceu em Alcochete. Cada pessoa tem a sua pasta dentro de um clube, eu tinha as minhas atenções viradas para o futebol profissional."

Perante o clima de instabilidade no Sporting, no aeroporto do Funchal, não se apercebeu que Fernando Mendes ia visitar a Academia? Mesmo com a mensagem de Bruno Jacinto? Essa é uma teoria que está montada. Eu estava preocupado com outros temas relacionados com o futebol. É óbvio que ninguém pudesse prever o que aconteceu na Academia. Alguma vez aconteceu isto em Portugal? Estava eu ali, no aeroporto do Funchal, como outras pessoas. Existe um comunicado da polícia que diz que é imprevisível. E com isto está respondido."


FONTE: NoticiasAoMinuto