No fim ganhou o melhor: a equipa de Bruno Lage

Os números não deixam dúvidas: o Benfica ganhou porque foi o melhor.

Foi o melhor sobretudo desde que Bruno Lage tomou conta da equipa. Desde então, somou dezoito vitórias em dezanove jogos, marcou 72 golos (tantos quanto o Sporting e apenas menos dois do que o FC Porto em toda a época) e fez a segunda melhor volta de sempre em Portugal.

Se os números não chegarem para convencer o leitor, há tudo o resto também.

Há o futebol avassalador, há a confiança mostrada em campo, há as nove goleadas e há sobretudo o rendimento tirado dos jogadores.

Bruno Lage exponenciou atletas que antes pouco contavam. Samaris, por exemplo. Ou Rafa Silva. Ou João Félix, claro. Ou Ferro e Florentino.

Bruno Lage exponenciou até Pizzi, que com Rui Vitória estava longe da influência habitual e muitas vezes era o primeiro a ser substituído. Com Bruno Lage tornou-se o melhor jogador do campeonato: fez 14 das 18 assistências de toda a época e fez oito dos 13 golos em todo o campeonato. No fim teve participação decisiva em 31 golos, portanto. Admirável.

Bruno Lage parece ter entrado dentro dos jogadores, para lhes tocar num qualquer nervo que mandava o coração bombear sangue: e este Benfica era muito isso, coração e sangue, muito entusiasmo por divertir-se com a bola e divertir os adeptos.

Mas houve mais.

O treinador engrandeceu também a equipa em torno de uma ideia de futebol aventureira e corajosa. A partir daí os jogadores sentiram-se valorizados e motivaram-se, como costuma acontecer quando alguém lhes reconhece valor para fazer um jogo corajoso.

O resto foi o que se viu. Um justo campeão.


FONTE: MaisFutebol